O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, abiu nesta segunda-feira 23 o prazo de 15 dias para que a defesa do ex-ministro Silvio Almeida apresente seus argumentos em denúncia sobre importunação sexual contra Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. O caso está sob sigilo e a informação foi confirmada por CartaCapital.
Neste sábado 21, ao denunciar o ex-ministro, a PGR disse que há indícios que sustentam o relato da ministra. Entre os elementos considerados estão depoimentos colhidos durante a investigação, incluindo o de autoridades da Polícia Federal que relataram o estado emocional de Anielle após episódios descritos no caso.
Em setembro de 2024, Almeida foi alvo de denúncias de Anielle Franco. À época, o caso foi revelado pelo portal Metrópoles, e corroborado logo após pela ONG Me Too, que confirmou ter recebido relatos e acolhido as supostas vítimas do ex-ministro. Entre as vítimas, estaria Anielle.
Na mesma semana em que o caso veio à tona, o presidente Lula (PT) demitiu Almeida. Na ocasião, o Ministério dos Direitos Humanos, enquanto Almeida ainda era ministro, publicou uma nota afirmando que as denúncias contra o ministro seriam uma tentativa de interferência da ONG no processo de licitação para a gestão do Disque 100.
Já em novembro do ano passado, a Polícia Federal indiciou o ex-ministro em inquérito que foi enviado ao Supremo e distribuído a Mendonça.














