Previa: O podcast “Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas” conquistou o terceiro lugar no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira, destacando a importância da educação midiática voltada para a proteção ambiental e os direitos dos povos indígenas.
A Radioagência Nacional recebeu um importante reconhecimento com o podcast “Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas”, que ficou em terceiro lugar na categoria de Iniciativa de educação midiática. O prêmio é parte do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira, que valoriza projetos de jornalismo e comunicação em defesa do meio ambiente e dos direitos das comunidades tradicionais.
Beatriz Arcoverde, gerente da Radioagência e editora do podcast, ressaltou que o prêmio é um reconhecimento ao trabalho voltado para crianças, utilizando uma linguagem acessível. O projeto aborda temas como a preservação ambiental e a educação indígena, promovendo uma compreensão mais profunda sobre a cultura e os direitos dos povos originários.
Na série, são discutidas as diversas línguas indígenas e como a educação pode integrar esses conhecimentos ao material didático. Além disso, o podcast apresenta iniciativas de jovens indígenas e a luta dos herdeiros de Chico Mendes pela defesa da Amazônia, destacando a relevância desses temas para a formação das novas gerações.
Impacto da Crise Climática
O conteúdo do podcast também explora a importância da Amazônia como reguladora do clima global, abordando a crise climática que já afeta a região. Esses temas foram especialmente relevantes durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA) no ano anterior.
A série é uma adaptação do trabalho do jornalista Rafael Cardoso e da fotojornalista Tânia Rêgo, que já havia sido apresentado em formato de série. A versão para o público infantil foi cuidadosamente elaborada, com roteiros e apresentações que envolvem crianças, como Maria Eduarda Arcoverde e Caetano Farias, que também participaram da cerimônia de premiação.
Além do reconhecimento ao podcast, a fotojornalista Tânia Rêgo recebeu uma menção honrosa por seu trabalho com a reportagem “Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência”. Sua atuação destaca a importância da comunicação pública na representação dos povos indígenas e suas lutas.
Tânia Rêgo compartilhou a experiência de cobrir a Retomada Guapo’y Mirin Tujury, onde a violência contra os indígenas é uma realidade constante. Ela enfatizou que, embora a fotografia seja um ato individual, é essencial que o trabalho em equipe seja reconhecido, pois a defesa das comunidades indígenas está intrinsicamente ligada à proteção do meio ambiente.
A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, também esteve presente na cerimônia de premiação, reforçando o compromisso da empresa com a promoção dos direitos humanos e a valorização das vozes das comunidades tradicionais no Brasil.











