O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), reforçou nesta segunda-feira 23 a intenção de concorrer à Presidência da República, pouco depois de o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), se retirar da disputa interna e anunciar que cumprirá seu mandato. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também busca se lançar ao Palácio do Planalto pelo PSD e é, neste momento, considerado o favorito a ser escolhido pelo partido.
Em mensagem nas redes sociais, Leite disse ter recebido a decisão de Ratinho “com respeito e admiração”.
“De minha parte, reafirmo aqui minha disposição de liderar este projeto de um centro democrático que ofereça aos brasileiros um novo caminho de união, esperança e futuro”, escreveu o gaúcho. Ele alegou estar “pronto e com muita energia” para aparecer à frente dessa “alternativa”.
Mal nas pesquisas
Ratinho despontava com os índices de intenção de voto mais expressivos entre os presidenciáveis do PSD — ainda assim, distante dos líderes nas pesquisas, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No mais recente levantamento Quaest, publicado em 11 de março, Ratinho marcou 7% no cenário de primeiro turno em que foi considerado. Seus então concorrentes no PSD obtiveram resultados mais modestos em seus testes: Caiado amealhou apenas 4%, enquanto Leite chegou somente a 3%.
Nas projeções de segundo turno, a situação era semelhante: Lula vencia Ratinho por 42% a 33% (nove pontos de diferença), batia Caiado por 44% a 32% (12 pontos) e superava Leite por 42% a 26% (16 pontos).
Em 7 de março, uma pesquisa Datafolha apontou uma tendência parecida. No primeiro turno, Ratinho registrou 7% no principal cenário, ante 4% de Caiado e 3% de Leite em seus respectivos testes.
Já no segundo turno, Lula teve quatro pontos à frente de Ratinho (45% a 41%), dez em relação a Caiado (46% a 36%) e 12 sobre Leite (46% a 34%).














