A orquídea é o nome que se dá para todas as plantas da família das orquidáceas, facilmente reconhecidas pelo seu tipo peculiar de flor. Bastante popular, seu cultivo é relativamente simples, mas ainda exige alguns cuidados para que se desenvolva bem e floresça por anos.
Ao Metrópoles, o botânico Guilherme Ceolin explica que a orquídea é cultivada desde longa data por conta da beleza incomum e da variedade de formas de suas flores. Junto com as rosas, é uma das plantas ornamentais mais encontradas em floriculturas e mais dadas de presente, servindo para as mais diversas ocasiões.
“No caso das orquídeas, a vantagem de se presentear alguém com esta planta é que ela não é efêmera como uma rosa, que, certamente, irá murchar. A orquídea é um indivíduo vivo, que irá persistir, se bem cuidada, por vários anos, simbolizando admiração e amor duradouro”, afirma o profissional.
Além disso, um dos sabores mais utilizados na indústria alimentícia, a baunilha, provém de uma espécie de orquídea nativa das regiões tropicais das Américas (gênero Vanilla), embora atualmente a maior parte da baunilha utilizada seja proveniente de síntese química. “Isso acontece porque a baunilha original não é facilmente cultivada”, conta Guilherme.
Vantagens de se ter uma orquídea
De acordo com o botânico, a orquídea é uma planta compacta e versátil, que se adapta a qualquer ambiente e ocasião. É ainda uma espécie que dura vários anos e floresce várias vezes por ano, com flores que persistem na planta por semanas.
“Outra vantagem é que não existem somente orquídeas plantadas em vasos. Algumas espécies podem ser plantadas diretamente no chão (como a orquídea-bambu e a capuz-de-freira), permitindo utilizá-las para composição em jardins e quintais, mesmo que pequenos.”
Outro ponto interessante é o fato de este grupo de plantas não produzir compostos tóxicos, sendo compatível com a presença de crianças e animais domésticos, elucida Guilherme Ceolin.
Dicas para cultivar em casa
- Luz solar indireta, principalmente o sol da manhã.
- Regas somente quando o substrato estiver seco (a cada 7 a 10 dias, utilizando-se, de preferência, um aspersor).
- Adubação regular, com compostos contendo NPK (nitrogênio, fósforo e potássio).
“Orquídeas são plantas bastante rústicas e que suportam bem os diversos tipos de clima encontrados em nosso país. Porém, a maior parte não tolera exposição solar direta (amarela as folhas), excesso de água (apodrece as raízes) e extremos de temperatura, como ambientes abafados, vento direto em janelas abertas no inverno ou exposição prolongada a ar condicionado”, finaliza o expert.




