O presidente Lula (PT) sancionou, nesta segunda-feira 11, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Na cerimônia que marcou a assinatura da sanção, Lula criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na pandemia e disse que o governo anterior levou o Brasil para um “sacrifício desnecessário”.
“[Jair] Bolsonaro dizia: ‘a pressa da vacina não se justifica’. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos [Eduardo Bolsonaro], tentando pregar golpe contra o Brasil (…) é preciso que a gente comece a dizer os nomes das pessoas que participaram disso“, disse.
O presidente ainda lembrou a CPI da Covid, que investigou as suspeitas de propina na compra de vacinas durante a gestão Bolsonaro, e criticou entidades que apoiaram ou se calaram enquanto o governo fazia recomendações contrárias à evidência científica.
“A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças… Se não der nome, não são conhecidas. Seja de qualquer igreja, padre ou pastor. Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano”, completou.
A data escolhida, 12 de março, marca o registro da primeira morte pela doença no Brasil e busca reconhecer o impacto da pandemia na vida de milhões de pessoas.
Ao todo, mais de 700 mil mortes por Covid-19 foram registradas no Brasil. A maior parte delas aconteceu em 2021, durante a gestão Bolsonaro.




