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Funcionários da Amazon realizam desfile-protesto contra Jeff Bezos

O Met Gala 2026 foi marcado por uma série de protestos contra o fundador da Amazon, Jeff Bezos. Acusado de usar o evento beneficente como uma “ferramenta” de poder, o magnata e sua esposa, Lauren Sánchez-Bezos, foram alvo de insatisfações públicas. Uma delas, em forma de um desfile de moda, colocou trabalhadores e pessoas comuns como os verdadeiros protagonistas da arte.

Vem entender!

Desfile no Meatpacking District

 

Desfile de pessoas comuns

O Museu Metropolitano de Arte, em Nova York, foi palco de um dos principais eventos fashion do ano na última segunda-feira (4/5): o Met Gala, um jantar beneficente que arrecada fundos para o Costume Institute. Porém, o icônico museu também foi alvo de diversos protestos, em sua maioria devido ao patrocinador master desta edição, o bilionário e dono da Amazon, Jeff Bezos. Uma dessas manifestações foi um desfile de moda chamado de “Baile Sem Bilionários”.

Centenas de pessoas se reuniram no Meatpacking District, em Manhattan, em um tapete vermelho alternativo, apresentado pela estilista Gabriella Karefa-Johnson e pela atriz da premiada série Abbott Elementary, Lisa Ann Walter.

Evento ganhou o nome de “Baile Sem Bilionários”

 

Gabriella Karefa-Johnson, April Verrett e Lisa Ann Walter

 

“Arte pertence a todos”

 

No evento, que ganhou o nome de “Baile Sem Bilionários”, modelos desfilaram com roupas de alta-costura feitas sob medida. Os participantes eram, em sua maioria, trabalhadores prejudicados pela Amazon, como funcionários de armazéns feridos no trabalho, ativistas locais que se organizam contra os centros de dados de inteligência artificial (IA) da empresa e funcionários demitidos do Washington Post.

Jeff Bezos foi o patrocinador principal do Met Gala 2026

 

Na ocasião, foram exibidos cartazes com frases como “O Diabo Veste Amazon”, “Não à IA”, “Trabalho é arte” e “Nós somos a cultura”. Também houve protestos relacionados aos direitos trabalhistas nos Estados Unidos, destacando a erosão dos direitos eleitorais, o histórico de exploração de trabalhadores, a vigilância do ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos) e os recentes investimentos da Amazon em IA.

Modelos eram trabalhadores da Amazon

 

Público celebra o desfile

 

“Nós somos a cultura”

 

Presidente do Sindicato Internacional dos Empregados de Serviços, April Verrett falou sobre a crise que os trabalhadores norte-americanos enfrentam: “A cereja no topo desse sundae de merda é que nossos salários não cobrem o custo de vida na América do MAGA”, disse ela, fazendo referência ao movimento Make America Great Again (Faça a América boa de novo).

April Verrett

 

“Trabalho é arte”

 

Protestos e prisão

Tradicionalmente uma data de exaltação da moda, o Met Gala 2026 foi marcado pelo polêmico patrocínio de Jeff Bezos, fundador da Amazon, que transformou o evento fashion em uma demonstração de poder. No exterior do museu, manifestações e até uma prisão tomaram conta de ruas de Nova York.

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“Taxem os ricos”

Spencer Platt/Getty Images

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Protestos em Nova York

Spencer Platt/Getty Images

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Manifestantes contra Jeff Bezos

Spencer Platt/Getty Images

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Atos marcaram o Met Gala

Spencer Platt/Getty Images

 

No prédio em que o empresário mora, foi projetado um vídeo de uma trabalhadora da Amazon de 72 anos, Mary Hill. “As pessoas que precisam ser celebradas no Met Gala são os trabalhadores”, disse ela.

“Me irrita muito porque, se não fosse por todos os associados em todas as instalações da Amazon, ele não teria todos esses zeros acompanhando seu nome. Uma vergonha, Jeff Bezos”, declarou Hill.

 

Projeção no prédio de Jeff Bezos

 

Além disso, Chris Smalls, principal figura do sindicato de trabalhadores da Amazon nos Estados Unidos, foi preso durante um protesto em frente ao Museu Metropolitano de Arte, onde aconteceu o evento.

Chris Smalls, sindicalista preso no Met Gala