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Diretor detona comando de Leandro Hassum em “Casa do Patrão”

Reprodução Record TV

Diretor diz que Record “tinha uma Ferrari e escolheu um Celta” ao escalar Hassum

O diretor de televisão Homero Salles, conhecido por sua parceria com Gugu Liberato, fez uma análise contundente sobre a estreia do reality show ‘Casa do Patrão’. Em publicação no LinkedIn, ele avaliou o desempenho de  Leandro Hassum como apresentador da atração exibida pela Record, com transmissão 24 horas pelo Disney +.

Salles atribuiu ao diretor Boninho um erro na escolha do comando do programa. Para ele, o posto deveria ter sido ocupado por Dudu Camargo, vencedor de ‘A Fazenda 17’.

“Vivemos um momento curioso na televisão brasileira: as escolhas são guiadas por visibilidade, alcance e cliques. Mas escolhas na televisão, especialmente na de entretenimento, não é um exercício de popularidade. É um exercício de função. E função exige conhecimento”, escreveu.

O diretor ainda reforçou que conduzir um reality vai além da presença de palco: “Conduzir um programa não é apenas ocupar o palco. Não é apenas comunicar. Não é apenas entreter. É saber quando e como conduzir e quando e como explicar”.

Críticas à estreia e problemas técnicos

Na avaliação, Salles afirmou que a estreia foi marcada por falhas estruturais e falta de preparo da equipe. “Programa novo, apresentador novo, equipe de produção nova, estrutura técnica nova… um diretor ‘global’ fora de seu habitat… pronto, está desenhado o caos que vimos no programa de estreia”, disse.

Ele listou problemas como “vídeo e áudio péssimos, apresentador perdido, provas mal resolvidas, não criativas, participantes amedrontados e perdidos”, além de erros de posicionamento de câmera e falhas básicas que, segundo ele, deveriam ter sido corrigidas antes da estreia.

Desempenho de Leandro Hassum

Sobre Leandro Hassum, o diretor foi direto ao apontar dificuldades na condução. “Ficou patente o despreparo e desconhecimento das regras básicas do programa para dar um mínimo ritmo na condução… deu dó… e vergonha alheia”, afirmou.

Reprodução/TV Record

Leandro Hassum

Salles também destacou a dependência do apresentador em relação ao ponto eletrônico: “Totalmente dependente de um ponto no ouvido que se tornou, afinal, um verdadeiro ‘aparelho de tortura’”.

Ele ainda sugeriu que as críticas nas redes sociais impactaram o desempenho do humorista: “É difícil para qualquer artista, principalmente um humorista, ser massacrado nas redes, manter o controle […] assim, fica impossível o riso”.

Defesa de Dudu Camargo

Em contraponto, Salles defendeu que Dudu Camargo teria maior preparo para o comando do reality, especialmente por sua experiência recente como participante.

Reprodução/Internet

Dudu Camargo

“Dudu provou ser o maior estrategista de realitys dos últimos tempos e essa visão seria imprescindível para pôr ordem na casa, enquadrar e dar segurança aos participantes”, escreveu.

Ele acrescentou que o apresentador também teria melhor capacidade de comunicação com o público: “Explicar para o telespectador o que está e estará rolando nas dinâmicas […] pegar na mão desse telespectador e didaticamente, com humor e carinho incorporá-lo no reality”.

Recusas e bastidores

Salles também mencionou que nomes como Evaristo Costa e André Marques teriam recusado o convite para apresentar o programa. “Não é toda hora que apresentadores ‘fora do ar’ se dão ao luxo de dizer um sonoro não ao convite da segunda emissora da TV aberta”, observou.

Expectativa por ajustes

Apesar das críticas, o diretor afirmou torcer pelo crescimento da atração e pela correção dos problemas técnicos. “Torço para que a audiência seja boa, cresça, performe e que a produtora […] conserte os erros”, disse.

Ao final, Salles resumiu sua visão com uma metáfora: “Record tinha uma Ferrari e optou por correr de Celta”.

fonte-IG