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7 palácios incríveis para conhecer em Buenos Aires

Não é preciso caminhar por muito tempo pelas ruas de Buenos

Não é preciso caminhar por muito tempo pelas ruas de Buenos Aires para ver sinais da antiga pujança econômica da Argentina: grandes edifícios e casarões construídos entre o final do século 19 e o começo do 20 remetem à “idade de ouro” do país, que naquele período chegou a ter um dos maiores PIB per capita do mundo.

Se a economia argentina há muito não pode celebrar esse título, o legado arquitetônico desses dias permanece muito vivo em sua capital: são os “palácios”, edifícios que originalmente abrigavam as famílias mais ricas do país ou já tinham funções de Estado, e hoje se converteram em prédios públicos, museus e hotéis.

Além de embelezarem a cidade quando vistos por fora, muitos deles também podem ser conhecidos por dentro – e, com frequência, não é necessário fazer tours guiados para isso. Confira alguns dos palácios imperdíveis de Buenos Aires e o que há para ver neles:

1. Palácio Paz

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Palácio Paz sedia o Círculo Militar (Andrzej Otrębski/Wikimedia Commons)

Esse imponente edifício em estilo francês funciona como a sede do Círculo Militar, o que gera situações irônicas: é dentro de um palácio com “Paz” no nome que fica o Museo de Armas de la Nación, uma impressionante coleção de itens bélicos que começa no século 12 e chega aos nossos dias. O nome se deve ao proprietário original do prédio, José Carlos Paz, que chegou a ser embaixador argentino na França.

Sede de diversos eventos que tiram proveito de seus salões ricamente decorados com mármore e mobílias trazidos da Europa no começo do século 20, o Palacio Paz também é um destino procurado pelo Café Croque Madame, uma verdadeira experiência gastronômica que remete a um restaurante luxuoso em Paris, do ambiente ao cardápio.

2. Palácio Barolo

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Palácio Barolo, o “gêmeo” do Salvo em Buenos Aires (Eugenio Hansen, OFS/Wikimedia Commons)

Irmão mais velho do Palácio Salvo de Montevidéu, o Barolo foi projetado pelo mesmo arquiteto e segue conceitos similares, com seus diferentes setores buscando inspiração na Divina Comédia, de Dante Alighieri. Dá para fazer visitas guiadas, que chegam até o famoso farol no topo do prédio – conta a lenda que a ideia seria fazer um semelhante no Palácio Salvo e conectar as luzes de ambos à noite, mas o edifício uruguaio nunca chegou a ter um farol no último andar.

Mas mesmo quem não tem tempo ou quer economizar o custo da visita pode ver o Barolo por dentro e apreciar a paisagem da cidade lá de cima, no rooftop do bar Salón 1923, localizado no 16º andar.

3. Palácio Duhau

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Palacio Duhau virou hotel há 20 anos (Barcex/Wikimedia Commons)

Erguido para ser o casarão da rica família Duhau na década de 1930, desde 2006 esse imponente edifício na Recoleta é a sede do hotel Park Hyatt Buenos Aires. Para quem não vai se hospedar no luxuoso hotel, a dica é visitá-lo pela gastronomia: o chá da tarde (servido das 16h às 18h30) nos Salões do Piano Nobile é a opção mais famosa, mas o prédio ainda conta com dois restaurantes, uma vinhoteca, um bar e uma pâtisserie.

Entre as alternativas para comer bem dentro do Duhau, destaque também para o Gioia Cocina Botánica, restaurante de inspiração italiana considerado o único estabelecimento argentino 100% vegano a ser mencionado no Guia Michelin.

4. Palácio Sarmiento (Palácio Pizzurno)

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Salão de leitura da Biblioteca Nacional de Maestros, dentro do Palacio Sarmiento (Biblioteca Nacional de Maestros/Divulgação)

Atual sede do Ministério da Educação da Argentina, esse palácio inaugurado em 1888 sempre foi propriedade do Estado, uma exceção nessa lista. Já abrigou tribunais, mas na maior parte de sua história teve funções relacionadas à administração educacional do país mesmo.

Se o exterior parece repetitivo diante de outros palácios da cidade, vale mesmo se dirigir à sua área interna: é lá dentro que fica a Biblioteca Nacional de Maestros, com um dos salões de leitura mais bonitos da América Latina.

5. Palácio San Martín (Palácio Anchorena)

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Vista de um jardim interno do Palacio San Martín (Roberto Fiadone/Wikimedia Commons)

Também conhecido como Palacio Anchorena pelo sobrenome de seus antigos proprietários, esse prédio de 1909 hoje pertence ao Ministério das Relações Exteriores argentino e atua como sede cerimonial da pasta e do governo: graças à beleza interior, é muito procurado para fotos e eventos com dignitários estrangeiros.

Com obras de arte, inclusive pré-colombiana, espalhadas pelos seus salões, o palácio pode ser visitado de graça, mediante agendamento prévio. Para isso, é necessário entrar em contato com o Museo de la Diplomacia Argentina, que promove os tours guiados.

6. Museo Nacional de Arte Decorativo (Palácio Errázuriz)

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Detalhe na fachada do museu (HalloweenHJB/Wikimedia Commons)

Um dos palácios mais fáceis de visitar da cidade, já que abriga um dos famosos museus portenhos, com entrada gratuita e sem necessidade de agendamento prévio. Seguindo a regra da influência francesa, o museu opera no que um dia foi o Palacio Errázuriz, nome da família que morava ali, também responsável por adquirir boa parte das obras de arte que depois se tornaram o acervo inaugural do Museo Nacional de Arte Decorativo, quando o Estado comprou tudo em 1937.

Com obras produzidas entre os séculos 16 e 19, o museu abre de quarta-feira a domingo, das 13h às 19h.

7. Palácio de Aguas Corrientes

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Palácio era central para a distribuição de água na capital argentina (Deensel/Wikimedia Commons)

Construído entre 1887 e 1894, esse edifício belíssimo tinha uma função para lá de prática, que seu nome entrega – distribuir água corrente para a capital do país. À época da construção, seus tanques eram considerados os maiores do mundo, um triunfo da infraestrutura portenha. Quem faz a vista ao palácio hoje em dia pode conhecer mais dessa história na instituição cultural que agora é abrigada lá dentro, o Museo del Agua.